Todas as dicas
Substituição

Adoçantes no lugar do açúcar: quais usar e como não exagerar

Trocar o açúcar por adoçante ajuda a glicemia, mas há diferenças importantes entre os tipos. Saiba escolher.

GPor GlicoSalva 4 min de leitura
Compartilhar:WhatsApp

Por que a troca faz sentido

O açúcar comum (sacarose) vira glicose rapidamente e eleva a glicemia. A maioria dos adoçantes não tem esse efeito ou tem efeito bem menor, porque o corpo não os converte em glicose da mesma forma. Para quem tem diabetes, isso é uma ferramenta útil no café, no suco e em receitas.

Adoçante ajuda a reduzir o açúcar, mas não dá passe livre pra doce à vontade — o resto da receita (farinha, leite) ainda conta.

Os tipos mais comuns no Brasil

  • Estévia: de origem natural (planta), não eleva a glicemia, sem calorias. Tem um leve amargor que incomoda alguns.
  • Eritritol e xilitol (polióis): sobem pouco a glicemia, mas em excesso podem causar desconforto intestinal e gases. O xilitol é tóxico para cães — cuidado em casa.
  • Sucralose: muito usada, estável pra cozinhar, sem calorias.
  • Aspartame: comum em produtos diet; não serve pra altas temperaturas (perde o sabor).

Como usar bem

  1. Comece com pouco. Adoçante costuma ser muito mais doce que açúcar — exagerar deixa gosto ruim.
  2. Pra cozinhar e assar, prefira os que aguentam calor (sucralose, estévia, eritritol).
  3. Leia o rótulo de produtos "diet" e "zero". "Zero açúcar" não é "zero carboidrato": alguns têm farinha, leite ou maltodextrina que sobem a glicemia.
  4. Modere mesmo assim. Treinar o paladar a sentir menos doce, no geral, ajuda mais a longo prazo do que substituir doce por doce.

Um ponto honesto

A ciência sobre adoçantes e efeitos a longo prazo ainda é discutida, e a recomendação geral é usar com moderação, dentro de uma alimentação equilibrada — não como permissão pra consumir mais ultraprocessados.

O que observar

Se você usa um produto "diet" novo, meça a glicemia 2h depois pra confirmar que ele realmente não sobe seu açúcar — a resposta varia de pessoa pra pessoa.

Um cuidado extra na cozinha

Em receitas, lembre que o adoçante substitui só o açúcar — a farinha, o leite e a fruta da receita continuam tendo carboidrato e ainda elevam a glicemia. "Bolo sem açúcar" não é "bolo livre": ainda conta na sua refeição e, se você dosa insulina pela comida, ainda entra no cálculo.

Para escolher o que combina com o seu caso (e com outras condições de saúde que você tenha), vale conversar com seu nutricionista.

Embasamento

  • Sociedade Brasileira de Diabetes — Diretrizes da SBD 2023-2024
  • Organização Mundial da Saúde (OMS)

Conteúdo informativo, baseado em fontes públicas. Não substitui a orientação de um médico ou nutricionista. Em caso de dúvida sobre seu tratamento, consulte seu profissional de saúde.

Continue lendo

Adoçantes no lugar do açúcar: quais usar e como não exagerar | GlicoSalva